Porto Santo, lugar onde julgo que pela primeira vez tive a sensação de férias.
Fiz caminhadas, fui à praia, saí à noite, bebi uns canecos, falei com velhos amigos, conheci coisas novas e continuei velhos caminhos.
Começando pelo primeiro dia, o da chegada e o da montagem da tenda... Não foi fácil no inicio conseguir enfiar os pregos que prendem a tenda no chão duro, chegava até a ser impossível, mas após ver que os outros andavam a usar pregos de 7 polegadas, pregos muito mais difíceis de entortar, lá fui eu comprar também uns. Com tudo estabelecido fui tomar o primeiro banho no Porto Santo.
Foi muito agradável tomar banho nessa tarde e em todos os dias pois a água esteve muito agradável.
Os dias restantes contaram essencialmente com quatro pontos: as idas à praia, as caminhadas efectuadas, as ressacas e os cafés. As idas à praia parte de todos os dias foram fixes especialmente após efectuar uma caminhada. As caminhadas foram duas: A do pico do castelo e continuar até o miradouro do porto, sempre pelos picos e a da pedreira até a Calheta passando também pelos picos. Esta caminhada eu tinha projectado fazer com a Inês e que não chegou a ser concluída por dificuldades físicas. As ressacas que também foram duas, a primeira após ir às Docas e passada a claro, sem dormir e a segunda após ver Bob Sinclair e em que dormi na praia.
Durante a exposição diária ao sol contávamos com os banhos e com umas idas ao café tomar uma Coral. Que sabiam muito bem especialmente nos últimos dias em que o sol esteve particularmente forte.
As noites foram variadas, entre ir para a praia ver estrelas ou mesmo só conversar e ir para as Docas e ver o Bob Sinclair, tivemos diversos passeios pelas ruas do Porto Santo e mesmo uma ida ao arraial da Nossa Senhora da Graça.
Tive a oportunidade de falar com o Dinarte, com o Costa, os primos do Victor e conviver bastante com a irmã do Marcelo, a Joana.
Estas férias foram também lugar de reflexão... Começo-me a distanciar e a aceitar certas coisas, ou melhor dizendo a importar-me menos com as coisas.
A mais importante é que irei impor uma nova definição de presença, irei impor estar apenas onde for desejado e ao mínimo sinal de um "deixa-me um em paz", como os que ouvi durante três anos e não liguei, vou-me embora. Tudo deverá se tornar fácil de deixar para trás pois inevitavelmente irei para a frente. Quero tornar-me num que dá tudo o que têm e sente no presente e não sofre nada no futuro. E sempre como disse antes: Altruísta, Amigo, Ouvinte, Honesto, etc...